Judô ajuda crianças e adolescentes na formação do caráter

Projetos como este podem receber destinação do IR de pessoas físicas e jurídicas

 

Ela era franzina e gostava de brincar de luta com o irmão. Aos 11 anos tinha energia de sobra. Tanta, que causava preocupação de sua tia. Como ela trabalhava como faxineira na casa do professor de judô Icaro Augusto V. Menezes, pediu a ele que a menina fosse uma de suas alunas. E foi então que Rayara Luisa Bonfogo  se tornou uma das primeiras alunas do Projeto “Vir a Vida no Tatame – O Judô Transforma”. Hoje, aos 20 anos, Rayara pode dizer, sem qualquer dúvida, que o nome do Projeto de fato se aplica à sua vida.

Logo no início, começou os treinos de judô sem ter quimono e com a oposição da mãe, que sempre achou que este esporte era “prá homens”. Mesmo assim, Rayara persistiu e logo começou a se destacar. Não demorou, vieram as competições. Aos 15 anos foi campeã regional de sua categoria e sempre obteve classificações para o campeonato paulista. Ficou em 4º lugar no campeonato estadual, mesmo competindo lesionada no joelho. Enquanto isso foi avançando nos conhecimentos do judô e, no ano passado, conquistou a cobiçada faixa preta. Hoje, Rayara cursa a faculdade de Educação Física e já é uma profissional do Judô, ajudando seu “sensey” Ícaro na Academia Gambatê e no Projeto que a formou.

O Projeto “Vir a Vida no Tatame – O Judô Transforma” existe desde 2009, sob a liderança do professor de judô Ícaro Augusto V. Menezes, proprietário da Academia Gambatê. Desde o início das atividades, o programa já atendeu mais de 200 crianças e adolescentes de baixa renda, de 7 a 18 anos. Ícaro explica que há três estilos de trabalhar com o judô: “Há o judô comercial, voltado à prática esportiva de lazer; há o judô de alto rendimento, voltado à competição e há o judô que praticamos aqui que é o tradicional, onde o foco não é apenas o esporte mas a filosofia de formação física, moral e espiritual do aluno”. Para ele, o judô ajuda muito na formação do caráter da criança e do adolescente. “É claro que o judô não faz milagres. Muito do que a criança é em seu caráter tem a ver com a educação que recebe de sua família. Mas o judô ajuda muito a reequilibrar aqueles alunos que passam por problemas familiares”, explica o professor. Hoje o projeto atende a 43 alunos com aulas duas vezes por semana. Para participar, a criança ou adolescente deve ter renda familiar de até um e meio salário mínimo e estar frequentando a escola.

Este é mais um Projeto inscrito no CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes de Leme. Pessoas físicas e jurídicas podem ajudar este e outras entidades destinando até 6% do seu imposto de renda (1% para empresas tributadas pelo lucro real) para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Para saber mais, basta acessar o site do CMDCA: www.cmdcaleme.com.br.



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